Como abrir uma doceria: o guia completo, do brigadeiro em casa à vitrine

Doce é o negócio de comida com a porta de entrada mais barata do Brasil. Quem vende doces e salgados investiu em média R$ 5.345,16 para começar, e 58% trabalham da própria casa, segundo pesquisa do Sebrae-SP divulgada em dezembro de 2025. O mercado ajuda: as sobremesas artesanais movimentaram R$ 12 bilhões em 2024, crescendo 8% ao ano desde 2020, segundo o Sebrae. Mas a porta barata tem o outro lado: todo mundo entra. São mais de 115 mil confeitarias ativas no país, e a diferença entre quem vive de brigadeiro e quem desiste no primeiro ano quase nunca está na receita. Está no preço que se cobra por ele.

Este guia junta o que você precisa decidir antes de comprar a batedeira: quanto custa começar em cada formato, qual CNAE usar, como caber no MEI (tem cinco ocupações oficiais para doceria, e quase ninguém conhece todas), o que a vigilância sanitária cobra de quem produz em casa e, principalmente, a conta honesta do cento de brigadeiro. Todos os números têm fonte, com link na frase.

O mercado de doces em números

O levantamento mais recente da ABIA (outubro de 2025) contou 115.619 confeitarias e 63.425 padarias no Brasil: juntas, são 14,5% de todo o food service nacional. O Sudeste concentra 58% das confeitarias, e só São Paulo tem cerca de 40 mil. Num recorte mais largo, que soma os MEIs do setor, a Abip fala em 304 mil padarias e confeitarias ativas, com 75 mil novos negócios abertos só em 2024 e 2025. Desse total, 65% são MEI.

O retrato de quem vende doce, segundo a pesquisa do Sebrae-SP com 900 empreendedores de confeitaria e salgaderia:

  • 58% produzem em casa; 22% têm loja de rua e 10% estão em quiosques ou lojas de shopping;
  • 68% fazem vendas de até R$ 50 por cliente, e metade produz até 150 unidades por mês: é um setor de operação pequena e recorrente;
  • 40% têm as redes sociais como principal canal de venda, e 84% usam o iFood para entregar;
  • Só em São Paulo são 134 mil MEIs no segmento de doces e salgados.

E a demanda segue viva: “doces e bolos” foi o quinto item que mais cresceu no iFood em 2024, com alta de 5,11% nas vendas nacionais, segundo o balanço oficial da plataforma.

Quanto custa abrir uma doceria

O investimento muda de ordem de grandeza conforme o formato. As faixas abaixo vêm da pesquisa do Sebrae-SP e de levantamentos do setor de 2025 e 2026 (ControleNaMão e Colibri):

Formato Investimento inicial Para quem faz sentido
Cozinha de casa, por encomenda R$ 1.000 a R$ 5.500 (a média real declarada ao Sebrae-SP foi R$ 5.345) Validar produto e clientela com risco mínimo, vendendo por WhatsApp e Instagram
Delivery e encomendas com cozinha dedicada em torno de R$ 4 mil a R$ 10 mil, somando equipamento maior e capital de giro Quem já tem demanda e precisa de volume sem pagar aluguel de loja
Loja de bairro com vitrine R$ 10 mil a R$ 40 mil Ponto de rua, vitrine refrigerada e venda de balcão
Confeitaria completa R$ 120 mil ou mais Salão, consumo no local, equipe e produção grande

Para calibrar o orçamento, faixas de preço reais de equipamentos, pesquisadas em agosto de 2026 em lojas brasileiras (Norte Refrigeração, Buscapé e TechTudo):

Equipamento Faixa de preço
Batedeira planetária doméstica R$ 279 a R$ 3.748 (dá para começar em casa na faixa de R$ 500 a R$ 1.000)
Batedeira planetária profissional 5 litros de R$ 2.605 a R$ 2.959; 12 litros de R$ 4.968 a R$ 6.159
Forno turbo elétrico de 4 esteiras R$ 2.332 a R$ 2.482
Freezer horizontal de ~300 litros R$ 1.660 a R$ 2.152
Geladeira comercial inox de 4 portas R$ 5.547 a R$ 7.482
Vitrine refrigerada para doces R$ 4.699 a R$ 5.294 nos modelos de bancada; R$ 5.878 a R$ 8.042 nas de 1,10 m a 1,40 m
Caixa para 4 brigadeiros R$ 0,88 a R$ 1,65 por unidade (Upah e Pietro); embalagem de delivery para um cento sai por R$ 7,38
Faixas de preço de equipamentos de doceria em agosto de 2026: freezer de R$ 1.660 a R$ 2.152, forno turbo de R$ 2.332 a R$ 2.482, batedeira profissional de 5 litros de R$ 2.605 a R$ 2.959, vitrine de bancada de R$ 4.699 a R$ 5.294, geladeira comercial de R$ 5.547 a R$ 7.482 e vitrine grande de R$ 5.878 a R$ 8.042
A vitrine e a refrigeração comercial são os saltos de escala do orçamento. Quem começa em casa resolve com batedeira, forno doméstico e um freezer.

A leitura honesta dessas tabelas: quem começa em casa precisa de batedeira, forno que já tem, freezer e embalagem bonita. A vitrine refrigerada, que sozinha custa o mesmo que uma operação caseira inteira, só entra quando o ponto físico se paga. É o mesmo raciocínio que a gente aplicou nos guias de pizzaria e de food truck: formato enxuto primeiro, imobilizado depois.

CNAE de doceria: qual código usar

O CNAE é o código de atividade do seu CNPJ, e doceria tem cinco enquadramentos possíveis na classificação oficial do IBGE, conforme o formato:

Formato CNAE Descrição oficial
Faz doces por encomenda, em casa ou delivery 5620-1/04 Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar
Fabrica e vende no próprio balcão 1091-1/02 Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria
Doceria com mesinhas, consumo no local 5611-2/03 Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares
Só revende doces feitos por outros 4721-1/04 Comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes
Bombons e chocolates artesanais 1093-7/01 Fabricação de produtos derivados do cacau e de chocolates

A pegadinha mora no 4721-1/04. O nome parece perfeito (“comércio varejista de doces”), mas a nota oficial do IBGE exclui desse código as lojas que vendem doces de fabricação própria: quem faz o que vende cai na produção própria (1091-1/02) ou no serviço de alimentação (5611-2/03). Se você vai fazer e vender, não use o CNAE de revenda. Para conferir cada ocupação com calma, a nossa tabela de CNAEs do MEI tem a lista completa com busca.

Doceria pode ser MEI? Pode, por cinco portas diferentes

A lista oficial de ocupações do MEI (Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018) tem cinco ocupações que servem para doceria, cada uma amarrada a um dos CNAEs da tabela acima:

  • Doceiro(a) independente (CNAE 5620-1/04): quem faz doces por encomenda e entrega, o caso de quem produz em casa;
  • Confeiteiro(a) independente (1091-1/02): quem fabrica e vende no balcão;
  • Proprietário(a) de lanchonete independente (5611-2/03): a doceria com mesinhas e consumo no local;
  • Chocolateiro(a) independente (1093-7/01): bombons e chocolates artesanais;
  • Baleiro(a) independente (4721-1/04): só revenda.

Os limites do MEI em 2026, nas páginas oficiais do governo federal:

  • Faturamento de até R$ 81.000 por ano, cerca de R$ 6.750 por mês. O teto já aprovado sobe para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028;
  • No máximo 1 empregado, com salário mínimo (R$ 1.621 em 2026, pelo Decreto 12.797/2025) ou piso da categoria. Antes de contratar, faça a conta completa na nossa calculadora de custo de funcionário: o salário é só uma parte;
  • Imposto fixo mensal (DAS): 5% do salário mínimo mais R$ 1,00 de ICMS, que dá R$ 82,05 em 2026 para todas as cinco ocupações. A calculadora do DAS MEI mostra o valor do seu caso.

Faça a conta do teto com honestidade. Vendendo cento de brigadeiro gourmet a R$ 300, cabem uns 22 pedidos por mês dentro do MEI. Para quem produz em casa, sobra espaço. Já uma loja de bairro com vitrine, que segundo levantamento do Rei do Delivery fatura de R$ 15 mil a R$ 25 mil por mês, estoura o limite já no terceiro ou quarto mês. Nesse caso, comece direto como ME.

Estourou o MEI: vira ME no Simples Nacional

Acima de R$ 81 mil por ano, o caminho é a microempresa no Simples Nacional. E aqui tem um detalhe que derruba muita gente: doceria que faz e vende direto ao consumidor é tributada pelo Anexo I (comércio), com alíquota de 4% na primeira faixa (até R$ 180 mil de receita em 12 meses), conforme a Lei Complementar 123/2006. Isso porque preparar alimento para venda direta ao consumidor não conta como industrialização: o regulamento do IPI cita confeitarias nominalmente nessa exceção. Agora, se o plano é fabricar para outras lojas e cafeterias revenderem, com embalagem de apresentação, a atividade vira indústria e cai no Anexo II, a 4,5% na primeira faixa. As faixas completas dos dois anexos estão na nossa tabela do Simples Nacional, e a partir daí você também vai definir a sua retirada como sócio: a calculadora de pró-labore mostra quanto sobra líquido.

Licenças: o que a fiscalização olha (inclusive na cozinha de casa)

  1. CNPJ pela Redesim (no MEI, o registro é o cadastro no Portal do Empreendedor, em minutos);
  2. Alvará de funcionamento: boa notícia. Todos os CNAEs de doceria da tabela acima estão classificados como baixo risco na lista federal da Resolução CGSIM 51/2019 (os de chocolate, desde que a produção seja artesanal), o que dispensa alvará prévio pela Redesim. A ressalva: estado e município podem ter classificação própria de risco, então a dispensa é confirmada no licenciamento, não presumida;
  3. Licença sanitária municipal: alimento é sempre assunto da vigilância do município, mesmo para quem produz em casa. Não existe norma nacional de “cozinha residencial”; cada cidade define o que exige (cadastro, curso de boas práticas, vistoria). Vá à vigilância da sua cidade antes de investir, não depois;
  4. Boas práticas da Anvisa: a RDC 216/2004 é o regulamento que a vigilância usa na vistoria de serviços de alimentação, e a cartilha oficial cita confeitarias nominalmente. Higienização, controle de temperatura, manipuladores capacitados e área de preparo adequada são o mínimo;
  5. Corpo de Bombeiros: pela régua federal de baixo risco, atividade exercida na residência, sem receber clientes, e com GLP dentro do limite doméstico dispensa vistoria. Loja com atendimento ao público segue a norma do corpo de bombeiros do seu estado.

A conta que fecha (ou não): o cento de brigadeiro

As referências do setor para não se perder: o custo dos ingredientes (CMV) saudável de uma brigaderia fica entre 25% e 32% do preço, segundo o guia da Custo por Prato; a margem líquida típica de uma confeitaria pequena vai de 20% a 40%, segundo a ControleNaMão. No produto, o levantamento do Receitório (agosto de 2026) abre o custo do brigadeiro: R$ 0,35 de insumos, R$ 0,15 de embalagem e R$ 0,30 de mão de obra por unidade, uns R$ 0,80 no total. A Custo por Prato chega em faixa parecida para o gourmet: R$ 0,65 a R$ 0,95 por doce. No preço de venda, o cento gourmet aparece de R$ 225 no Receitório a R$ 380 ou mais na Custo por Prato: o mercado pratica uma faixa larga, e é exatamente por isso que copiar preço alheio é perigoso. Em bolos, a tabela 2025/2026 da Patroa mostra o caseiro de 1 kg entre R$ 40 e R$ 70 e o decorado de 2 kg entre R$ 140 e R$ 250.

Vamos fechar a conta de um cento gourmet com a nossa calculadora de markup. Custo direto: R$ 80 de produção (100 doces a R$ 0,80, mão de obra já dentro) mais R$ 7,38 da embalagem de delivery, R$ 87,38. Vendendo no iFood com entrega da plataforma, as taxas oficiais em 2026 são 23% de comissão mais 3,2% do pagamento online: 26,2% do preço, mais 4% de Simples. Despesas fixas rateadas: 15%. Margem desejada: 25%. O markup dá 3,36, e o preço sugerido é R$ 293. A faixa de mercado comporta.

Divisão de um cento de brigadeiro gourmet vendido a R$ 300 no iFood: R$ 87,38 de insumos e embalagem, R$ 78,60 de taxa do aplicativo, R$ 12 de Simples Nacional, R$ 45 de custo fixo rateado e R$ 77,02 de sobra
O mesmo cento vendido pelo WhatsApp deixa R$ 155,62: o dobro. É a conta que explica por que o setor trata o app como vitrine e fecha a venda no direct.

A figura acima mostra o cento a R$ 300 dentro do app: sobram R$ 77,02, uma margem de 26%. O mesmo pedido fechado pelo WhatsApp, sem a taxa de 26,2%, deixa R$ 155,62. Não é coincidência que 40% dos empreendedores de doces tenham as redes sociais como canal principal (Sebrae-SP) e que 82% dos pequenos negócios vendam pelo WhatsApp, segundo a pesquisa Pulso do Sebrae (2026). O app traz cliente novo; o canal direto é onde a doceria lucra. E se você quer entender de vez a diferença entre marcar 200% em cima do custo e ter margem de verdade, o nosso post markup vs margem desmonta essa confusão com exemplos.

Erros que mais quebram docerias

  1. Copiar o preço da concorrente do Instagram. A faixa real do cento gourmet vai de R$ 225 a mais de R$ 380; sem saber o seu custo, você pode estar cobrando o preço de quem tem outra estrutura. O guia da Custo por Prato registra centos tradicionais vendidos a R$ 80 quando a conta pedia mais;
  2. Não cobrar a própria mão de obra. É o erro clássico de quem começa em casa: R$ 0,30 por doce de trabalho seu é quase 40% do custo unitário. Trabalhar “de graça” na planilha significa descobrir depois que o lucro era o seu salário;
  3. Comprar a vitrine antes de validar o produto. A vitrine refrigerada custa de R$ 4.700 a R$ 8.000, o mesmo que uma operação caseira inteira. Valide em casa, com encomenda, antes de imobilizar dinheiro em loja;
  4. Tratar a taxa do app como detalhe. 26,2% do preço é a diferença entre sobrar R$ 77 e sobrar R$ 155 no mesmo cento. Use o app como vitrine e construa canal próprio desde o primeiro pedido;
  5. Cardápio gigante sem ficha técnica. Cada sabor a mais é insumo parado e gramatura desregulada. Receita escrita, pesada e custeada, ou o CMV foge dos 25% a 32% sem ninguém ver;
  6. Ignorar o teto do MEI. R$ 6.750 por mês chegam rápido em datas como Páscoa e festas de fim de ano. Quem estoura sem planejar paga a diferença de tributo de uma vez; quem planeja migra para ME no momento certo;
  7. Deixar a vigilância para depois. A licença sanitária é municipal e vale também para quem produz em casa. Auto de infração e interdição custam mais que adequar a cozinha à RDC 216 desde o início.

Passo a passo do zero à primeira encomenda

  1. Defina o formato: encomenda em casa, delivery, loja com vitrine ou confeitaria completa;
  2. Monte a ficha técnica de 5 a 10 produtos, com gramatura e custo por unidade (inclua a sua hora de trabalho);
  3. Feche o preço com markup, não com chute: a conta precisa cobrir insumo, taxa, imposto, custo fixo e margem;
  4. Escolha o enquadramento: MEI na ocupação certa (doceiro, confeiteiro, chocolateiro, lanchonete ou baleiro) ou ME no Simples;
  5. Registre o CNPJ com o CNAE do seu formato;
  6. Passe na vigilância sanitária do município e adeque a cozinha à RDC 216 antes da primeira venda;
  7. Compre o equipamento do formato escolhido, usado onde dá (batedeira e freezer aguentam), e capriche na embalagem: em doce, ela é parte do produto;
  8. Feche dois fornecedores de chocolate, leite condensado e embalagem, com cotação em atacadista;
  9. Abra os canais: WhatsApp comercial e Instagram primeiro, app como vitrine depois;
  10. Acompanhe CMV e margem toda semana, principalmente depois de alta no chocolate ou no leite condensado.

Perguntas rápidas

Doceria pode ser MEI?

Pode, por cinco ocupações oficiais: doceiro(a) independente (encomendas e delivery), confeiteiro(a) independente (fabrica e vende), proprietário(a) de lanchonete independente (consumo no local), chocolateiro(a) independente e baleiro(a) independente (revenda). O limite é faturar R$ 81 mil por ano e ter no máximo 1 empregado.

Qual o CNAE para vender doces feitos em casa?

5620-1/04 (fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar), que é o CNAE oficial da ocupação “doceiro(a) independente” do MEI. Loja que fabrica e vende no balcão usa 1091-1/02, e doceria com consumo no local usa 5611-2/03.

Quanto custa abrir uma doceria pequena?

Começando em casa, de R$ 1.000 a R$ 5.500: a média real declarada por empreendedores de doces ao Sebrae-SP foi R$ 5.345. Uma loja de bairro com vitrine fica entre R$ 10 mil e R$ 40 mil, e uma confeitaria completa passa de R$ 120 mil.

Quanto cobrar num cento de brigadeiro?

O custo de produção fica em torno de R$ 0,65 a R$ 0,95 por doce gourmet, e o mercado vende o cento gourmet numa faixa larga, de R$ 225 a R$ 380 ou mais. O preço certo sai da sua conta: custo direto, taxa do canal, imposto, custo fixo e a margem que você quer, nessa ordem.

Precisa de licença para vender doce feito em casa?

Precisa da licença sanitária do seu município, sim, mesmo produzindo em casa. Os CNAEs de doceria são baixo risco na lista federal (o que costuma dispensar alvará prévio), mas alimento é assunto da vigilância municipal, e cada cidade define as exigências. A vistoria segue as boas práticas da RDC 216/2004 da Anvisa.

Quanto fatura uma doceria?

Levantamentos do setor apontam de R$ 3 mil a R$ 8 mil por mês para quem produz em casa por encomenda, e de R$ 15 mil a R$ 25 mil numa loja de bairro com vitrine, com margem líquida típica de 20% a 40% numa operação pequena bem administrada.

Doceria é o raro negócio que dá para abrir com o preço de uma batedeira e crescer até a vitrine. O que define quem cresce não é o brigadeiro: é a conta feita antes de postar o cardápio. Passa na nossa calculadora de markup com os seus números e descobre o preço que o seu cento precisa ter. É de graça, e evita o erro mais caro do setor: trabalhar muito para lucrar quase nada. 💙

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