Comparador de Taxa de Maquininha
Compare até três maquininhas com as taxas que você recebeu na proposta e o seu movimento de verdade, e descubra qual custa menos por mês e quanto isso dá no ano.
Por que aqui não tem tabela de taxas
Quase todo comparador de maquininha que aparece no Google mostra uma tabela com as taxas de cada adquirente. Essa tabela tem dois problemas: ela envelhece em semanas e, pior, ela não é a sua taxa.
Taxa de maquininha é negociada caso a caso. A mesma máquina cobra percentuais diferentes de dois lojistas na mesma rua, porque depende do volume, do ramo, do histórico e de quem atendeu a ligação. Promoção de três meses vira taxa cheia no quarto. Por isso a ferramenta aqui pede as taxas que você tem no extrato e as que você recebeu na proposta, e faz a única conta que interessa: quanto cada uma custa por mês sobre o movimento que passa na sua loja.
São três taxas, não uma
O erro mais comum é comparar pela taxa do débito, que é a que aparece grande no anúncio. O débito costuma ser a menor das três, e em muita loja é a fatia menor do movimento.
Débito: a mais barata, com recebimento em um dia útil.
Crédito à vista: mais cara, e é onde costuma estar o grosso do valor. O dinheiro cai em torno de 30 dias, salvo antecipação.
Crédito parcelado: a mais cara de todas, e cresce com o número de parcelas. Uma venda em 12x pode deixar mais de 12% no caminho, e cada parcela cai num mês.
Por isso a comparação justa pesa cada taxa pela fatia que ela representa. Uma máquina com débito de 1,29% e crédito de 3,89% pode sair mais cara que outra com débito de 1,99% e crédito de 3,19%, dependendo do seu mix. É exatamente essa inversão que a calculadora mostra.
Aluguel contra taxa: existe um ponto de virada
Máquina de graça com taxa alta ou máquina alugada com taxa baixa? A resposta é uma conta, e não uma opinião.
Aluguel é custo fixo, taxa é custo variável. Existe um faturamento em que os dois modelos empatam: aluguel dividido pela diferença de taxa. Um aluguel de R$ 49 por mês contra uma economia de 1,1 ponto na taxa empata em R$ 4.454 de movimento mensal. Abaixo disso, a máquina de graça ganha. Acima, cada real a mais que passa está economizando 1,1%.
O cuidado é com o mês fraco. Quem passa dos R$ 4.454 em novembro e dezembro mas fica na metade disso em fevereiro precisa olhar o ano inteiro, e não o mês bom.
O prazo também é preço
Receber em 30 dias em vez de 1 não é de graça: é dinheiro seu parado no adquirente. Se você tem capital de giro suficiente, esse custo é o que o dinheiro renderia. Se você vive no cheque especial ou no empréstimo, o custo é a taxa que você paga por ele, que é bem maior.
A calculadora tem o campo do custo do dinheiro justamente para isso. Uma máquina com taxa meio ponto maior mas recebimento em D+1 pode ganhar de outra mais barata em D+30, principalmente para quem opera apertado de caixa.
A antecipação é a versão cara desse mesmo problema: você paga uma taxa por mês adiantado para receber hoje. Ela vale a pena quando é mais barata que o crédito que você usaria no lugar, e é péssima quando vira rotina para tapar buraco. A conta completa da venda parcelada com antecipação está na calculadora de juros de parcelamento.
A taxa é negociável, e quase ninguém negocia
Adquirente trabalha com meta de carteira, e perder um cliente ativo custa caro para o vendedor. Com o número desta calculadora na mão, o roteiro é simples: ligue para o comercial do seu adquirente, diga qual taxa o concorrente ofereceu e peça equiparação. Em quem passa mais de uns R$ 20.000 por mês no cartão, a taxa costuma cair na primeira ligação.
Dois detalhes que fazem diferença. Peça a proposta por escrito, com prazo de validade da taxa: promoção que vence sem aviso é o truque mais comum. E confira o extrato do mês seguinte para ver se a taxa cobrada é a prometida, porque a diferença entre o combinado e o cobrado aparece com uma frequência que surpreende.
Pode cobrar mais de quem paga no cartão?
Pode, desde 2017. A Lei 13.455 permite preço diferenciado por meio e por prazo de pagamento, o que legalizou o desconto para dinheiro e Pix. A condição é informação clara e ostensiva: o preço de cada forma precisa estar visível para o cliente antes da compra, e não pode aparecer só na hora de passar o cartão.
Na prática, isso é uma alavanca de margem que muita loja pequena não usa. Se a sua taxa média é de 3,5%, um desconto de 3% no Pix sai mais barato que aceitar cartão, e ainda derruba o prazo de recebimento para instantâneo. O cuidado é não anunciar o preço do Pix como se fosse o preço normal e cobrar a diferença depois, o que é justamente o que a lei proíbe.
E a taxa do Pix?
Pix para pessoa física é gratuito na maioria dos bancos. Para pessoa jurídica, quase sempre existe custo, que varia de uma taxa fixa por transação a um percentual, e depende do banco e do pacote da conta. Ainda assim, costuma ser bem mais barato que cartão e cai na hora.
Vale colocar o custo do Pix da sua conta ao lado das taxas de cartão na mesma planilha. Muita loja descobre que está pagando por Pix num banco quando o concorrente do lado paga zero em outro. E para receber por Pix sem depender de link, o gerador de QR Code Pix monta o código com o valor já preenchido.
Combina com
A taxa da maquininha é custo variável e precisa estar dentro do preço: ela entra na margem de contribuição e na calculadora de preço de venda. E se o dinheiro que fica preso no prazo de recebimento é o seu aperto de caixa, a calculadora de capital de giro mostra o tamanho do problema.
Perguntas rápidas
Qual maquininha tem a menor taxa?
Depende do seu movimento e da negociação, não existe resposta única. A mesma máquina cobra taxas diferentes de dois lojistas na mesma rua, por causa de volume, ramo e proposta comercial. O caminho é pegar as taxas das suas propostas e comparar pelo seu mix de débito, crédito e parcelado.
Como calcular o custo real da maquininha?
Separe o faturamento em débito, crédito à vista e parcelado, aplique a taxa de cada faixa, some o aluguel e some o custo de esperar pelo dinheiro. O resultado dividido pelo faturamento é a sua taxa efetiva, que costuma ser bem diferente da taxa anunciada.
Vale a pena maquininha com aluguel?
Vale a partir de um faturamento: divida o aluguel pela diferença de taxa. Um aluguel de R$ 49 com economia de 1,1 ponto empata em R$ 4.454 de movimento por mês. Acima disso a alugada ganha, abaixo perde, e vale olhar o mês fraco do ano, não só o mês bom.
Dá para negociar a taxa da maquininha?
Dá, e é onde está a maior economia. Ligue para o comercial do seu adquirente com a proposta do concorrente na mão e peça equiparação. Peça por escrito, com prazo de validade da taxa, e confira no extrato do mês seguinte se a taxa cobrada é a prometida.
Posso cobrar mais caro de quem paga no cartão?
Pode, desde a Lei 13.455/2017, que permite preço diferenciado por meio e por prazo de pagamento. A exigência é informar de forma clara e visível o preço de cada forma antes da compra, e não só na hora de passar o cartão.
É melhor antecipar o recebimento das vendas no cartão?
Só quando a taxa de antecipação é menor que o crédito que você usaria no lugar. Antecipar por rotina, todo mês, é um dos empréstimos mais caros que existem, e ele some do controle porque vem descontado antes de o dinheiro entrar.
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