Modelo de Ofício, Memorando e Requerimento

Monta ofício, memorando e requerimento com a estrutura do Manual de Redação da Presidência da República, com tratamento, data e fecho certos, em Word ou PDF.

O documento aparece aqui embaixo e muda enquanto você digita. Nada do que você escreve sai do seu navegador.
💡 O memorando acabou em 2018. A 3ª edição do Manual de Redação da Presidência da República juntou ofício, memorando e aviso num formato só, o padrão ofício, e passou a chamar tudo de ofício. Se o seu órgão ou a sua empresa ainda usa "memorando" para comunicação interna, o modo continua aqui, com o mesmo formato.

Escolha o documento, preencha os campos e ele se monta aqui embaixo, já com a estrutura do Manual de Redação da Presidência da República: identificação, local e data, endereçamento, assunto, vocativo, texto, fecho e assinatura, cada um no lugar e no formato que o manual pede. Depois é só baixar em Word ou salvar em PDF.

O padrão ofício, e por que o memorando acabou

O manual que organiza a redação oficial do governo federal é o Manual de Redação da Presidência da República. A 3ª edição, de 2018, mudou uma coisa que muita gente ainda não sabe: antes havia o ofício, o aviso e o memorando, que tinham a mesma cara e mudavam só pela finalidade. O aviso era do ministro, o memorando circulava entre setores do mesmo órgão. A nova edição aboliu a distinção e passou a chamar os três de ofício, num formato único que o manual batizou de padrão ofício.

Por isso o gerador tem o modo memorando só por uma razão prática: muito órgão de estado, prefeitura e empresa privada ainda usa o nome para comunicação interna. O formato é o mesmo, e a tela lembra da regra de 2018.

As partes, na ordem

  • Cabeçalho: o nome do órgão e do setor, centralizado, do maior para o menor.
  • Identificação: o tipo em maiúsculas, “Nº”, o número, o ano com quatro dígitos e as siglas do setor da menor para a maior hierarquia, separadas por barra. Tipo OFÍCIO Nº 12/2026/DAF/SME.
  • Local e data: alinhados à direita, sem a sigla do estado depois da cidade, com o dia sem zero à esquerda (o primeiro do mês vira 1º), o mês em minúscula e ponto no fim. Tipo “Campinas, 1º de setembro de 2026.”
  • Endereçamento: a forma de tratamento, o nome, o cargo e o endereço.
  • Assunto: em negrito, de quatro a cinco palavras, sem verbo, com ponto no fim.
  • Vocativo, texto e fecho, e a assinatura com o nome em maiúsculas, sem linha em cima, e o cargo embaixo.

Se você digitar a cidade com a sigla do estado (“Campinas/SP”), o gerador tira a sigla e avisa, porque é o erro mais comum do local e data.

Tratamento: quem é Excelência e quem é Senhoria

O endereçamento muda conforme o destinatário. Para quem recebe o tratamento de Vossa Excelência (ministros, secretários, parlamentares, juízes, prefeitos), ele começa com “A Sua Excelência o Senhor”. Para os demais, que são a maioria, é “Ao Senhor” ou “À Senhora”. O manual avisa que “A Sua Senhoria o Senhor” não existe.

O vocativo é mais simples do que parece. “Excelentíssimo Senhor” fica reservado aos chefes de Poder: o Presidente da República, o do Congresso e o do Supremo. Todo o resto, mesmo quem é Excelência, recebe “Senhor” ou “Senhora” seguido do cargo: “Senhora Senadora,”, “Senhor Secretário,”. E para particular vale “Prezado Senhor”.

Duas coisas que o manual aboliu de vez: “Ilustríssimo” e “Digníssimo”. E ele pede para evitar “doutor” como forma de tratamento, porque “Senhor” já dá a formalidade. O gerador aponta essas palavras se elas aparecerem no que você escreveu.

Só existem dois fechos

É a regra mais simples do manual e a mais desrespeitada. “Respeitosamente” vai para autoridade de hierarquia superior à de quem assina, inclusive o Presidente da República. “Atenciosamente” vai para todo o resto: mesma hierarquia, hierarquia inferior e demais casos. “Cordialmente”, “Att.” e “Abraços” não são fechos oficiais.

Aqui você diz se o destinatário é superior ou não, e o fecho certo sai sozinho.

O texto: comece pelo verbo

O manual pede para evitar as aberturas de cerimônia, como “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de” e “Cumpre-me informar que”, e começar direto pelo que interessa: Informo, Solicito, Comunico. Cada ideia vai num parágrafo, e quando o documento tem três parágrafos ou mais, eles são numerados desde o primeiro. Vocativo e fecho não se numeram. O gerador faz a numeração sozinho e avisa se encontrar alguma das aberturas que o manual manda tirar.

E o requerimento?

O Manual de Redação não trata requerimento: ele é o documento em que uma pessoa pede algo a um órgão, e não uma comunicação entre órgãos. A regra dele está em outro lugar, no art. 6º da Lei 9.784/1999, que trata do processo administrativo federal. O requerimento tem que ter cinco coisas:

  • o órgão ou a autoridade a quem se dirige;
  • a identificação de quem pede, ou de quem o representa;
  • o endereço, ou o lugar para receber as comunicações;
  • o pedido, com a exposição dos fatos e dos fundamentos;
  • a data e a assinatura.

O modo requerimento monta o documento com os cinco itens e avisa qual está faltando. E vale guardar o parágrafo único do mesmo artigo: a administração não pode recusar o recebimento do documento sem motivo, e o servidor tem que orientar você a corrigir o que estiver faltando. A lei é federal; estado e município seguem a lei de processo administrativo deles, que costuma pedir o mesmo núcleo de informação.

Formato do papel

O PDF e o Word saem com as medidas do manual: papel A4, fonte Calibri 12, margem de 3 cm à esquerda, 1,5 cm à direita e 2 cm em cima e embaixo, entrelinha simples, texto justificado e recuo de 2,5 cm no parágrafo.

Combina com

Para cobrar alguém por escrito antes de partir para a notificação, use a carta de cobrança. Para dar poderes a alguém resolver algo no seu lugar num órgão, a procuração particular. E para comprovar endereço num balcão, a declaração de residência.

Perguntas rápidas

Como fazer um ofício?

Siga a ordem do padrão ofício do Manual de Redação da Presidência: cabeçalho, identificação (OFÍCIO Nº 12/2026/SIGLA), local e data, endereçamento, assunto, vocativo, texto, fecho e assinatura. Nesta página você preenche os campos e o documento sai montado nessa ordem, em Word ou PDF.

Memorando ainda existe?

No padrão do governo federal, não: a 3ª edição do Manual de Redação, de 2018, aboliu a distinção entre ofício, aviso e memorando e passou a chamar os três de ofício. Muitos órgãos e empresas ainda usam o nome para comunicação interna, e o formato é o mesmo.

Qual fecho usar no ofício?

Só existem dois. \"Respeitosamente\" para autoridade de hierarquia superior à de quem assina, inclusive o Presidente da República, e \"Atenciosamente\" para os demais casos. \"Cordialmente\" e \"Att.\" não são fechos oficiais.

Quando usar Vossa Excelência e Vossa Senhoria?

Vossa Excelência é para altas autoridades, como ministros, secretários, parlamentares e juízes; no endereçamento fica \"A Sua Excelência o Senhor\". Para os demais é Vossa Senhoria, com \"Ao Senhor\" no endereçamento. \"Excelentíssimo\" no vocativo fica só para os chefes de Poder.

Pode usar Ilustríssimo no ofício?

Não. O Manual de Redação diz que o uso de Ilustríssimo e de Digníssimo está abolido em comunicação oficial. E pede para evitar \"doutor\" como tratamento, porque \"Senhor\" já dá a formalidade.

O que precisa ter num requerimento?

Pelo art. 6º da Lei 9.784/1999: o órgão ou a autoridade a quem se dirige, a identificação de quem pede, o endereço para resposta, o pedido com os fatos e os fundamentos, e a data e a assinatura. E a administração não pode recusar o recebimento sem motivo.

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