Calculadora de Margem Bruta

Informe o faturamento e o custo do que foi vendido e veja a margem bruta em porcentagem, a marcação equivalente e, se quiser, a margem líquida do período.

Custo do que foi vendido é o que saiu do estoque ou da produção: mercadoria, matéria-prima, embalagem e a mão de obra que produz. Aluguel, salário do administrativo, contador e marketing ficam de fora daqui e entram no campo das despesas fixas.

O que a margem bruta responde

A margem bruta responde uma pergunta só, e é a mais importante do começo de qualquer negócio: o que eu vendo é vendido por mais do que custa? Ela pega o faturamento, tira o custo do que saiu do estoque ou da produção e mostra o que sobrou, em reais e em porcentagem.

Ela não paga o aluguel nem o salário do administrativo. Não é lucro. É o dinheiro que chega na porta da empresa depois de repor o que foi vendido, e é dele que sai tudo o mais.

A fórmula, com números

Margem bruta = (receita líquida − custo do que foi vendido) ÷ receita líquida × 100.

Com os números que já vêm preenchidos: R$ 60.000 de faturamento, R$ 4.200 de imposto sobre a venda e R$ 27.000 de custo dos produtos vendidos. A receita líquida fica em R$ 55.800, o lucro bruto em R$ 28.800 e a margem bruta em 51,61%. Traduzindo: de cada R$ 100 que entram, R$ 51,61 sobram para pagar as despesas fixas e virar lucro.

O imposto é opcional na ferramenta porque nem todo mundo o separa. Só que ele muda o resultado: sobre o faturamento cheio, a mesma operação daria 55%. No DRE, a margem bruta é calculada sobre a receita líquida, e é essa a versão que o contador e o banco vão querer ver.

O custo que entra e o que não entra

Entra tudo que sai junto com a venda: mercadoria comprada para revenda, matéria-prima, embalagem do produto, frete de compra e a mão de obra que produz. No comércio isso se chama CMV, custo das mercadorias vendidas. Na indústria e no serviço, CPV e CSP, mesma ideia.

Não entra aluguel, energia da loja, salário do administrativo, contador, pró-labore, sistema e marketing. Esses são despesa, e o lugar deles é embaixo do lucro bruto, no campo opcional da ferramenta que abre a margem líquida.

O teste prático é o do estoque: se o custo some quando você para de vender, é custo do produto. Se ele chega igual num mês em que a loja não vendeu nada, é despesa.

Margem não é marcação

Esse é o erro que mais custa dinheiro no varejo. Margem é sobre o preço de venda. Marcação (ou markup) é sobre o custo. São números diferentes para a mesma operação.

Aqueles R$ 27.000 de custo virando R$ 55.800 de receita líquida dão uma marcação de 2,07 vezes e uma margem de 51,61%. Quem multiplica o custo por 2 e acha que está com 100% de margem está, na verdade, com 50%. E quem quer 30% de margem não multiplica o custo por 1,30: precisa dividir por 0,70, o que dá 1,43. A calculadora de markup faz esse caminho inteiro, do custo até o preço.

As três margens, e o que cada uma serve para responder

Margem bruta desconta o custo do produto. Diz se o seu preço está de pé.

Margem de contribuição desconta tudo que varia com a venda, inclusive comissão, imposto e taxa de maquininha. Diz quantas vendas o mês precisa para pagar as contas fixas.

Margem líquida desconta tudo, despesa fixa incluída. Diz o que sobrou de verdade.

No exemplo, o lucro bruto de R$ 28.800 vira R$ 10.800 de lucro depois de R$ 18.000 de despesas fixas, e a margem líquida cai para 19,35%. As despesas comeram 62,5% do lucro bruto. Uma margem bruta alta com margem líquida baixa é o retrato clássico de uma estrutura pesada demais para o tamanho da operação.

Qual é uma boa margem bruta

Depende do setor, e a diferença é grande. Supermercado e distribuidora vivem com 15% a 25% e compensam no giro. Varejo de moda e de presente costuma trabalhar entre 45% e 60%. Restaurante gira em torno de 60% a 70% sobre o custo dos insumos. Serviço e software passam fácil de 70%, porque quase não têm custo por unidade vendida.

Comparar a sua margem com a de outro setor não diz nada. O que diz é a sua própria série: acompanhar a margem bruta mês a mês mostra na hora quando o fornecedor subiu o preço e você não repassou, ou quando o desconto virou hábito na equipe de vendas.

Combina com

Para transformar essa margem em preço, a calculadora de preço de venda monta o preço item por item com o custo fixo rateado. Para saber quantas vendas o mês precisa, o ponto de equilíbrio usa a margem de contribuição. E para ver a operação inteira, do faturamento ao lucro líquido, a calculadora de EBITDA mostra a cascata completa.

Perguntas rápidas

Como calcular a margem bruta?

Subtraia o custo do que foi vendido da receita líquida e divida o resultado pela própria receita líquida, multiplicando por 100. Um faturamento de R$ 60.000 com R$ 4.200 de imposto e R$ 27.000 de custo dá R$ 28.800 de lucro bruto e 51,61% de margem bruta.

Qual a diferença entre margem bruta e margem líquida?

A margem bruta desconta só o custo do que foi vendido e mostra se o preço cobre o produto. A margem líquida desconta também as despesas fixas, como aluguel, salários e contador, e mostra o que realmente sobrou. No mesmo exemplo, 51,61% de margem bruta viram 19,35% de margem líquida depois de R$ 18.000 de despesas.

Margem bruta e markup são a mesma coisa?

Não. A margem é calculada sobre o preço de venda e o markup sobre o custo. Uma margem de 51,61% equivale a multiplicar o custo por 2,07. Quem multiplica o custo por 2 tem 50% de margem, e não 100%.

O que entra no custo do que foi vendido?

Mercadoria para revenda, matéria-prima, embalagem do produto, frete de compra e a mão de obra que produz. Aluguel, energia da loja, salário do administrativo, pró-labore, contador e marketing não entram: são despesas, e aparecem depois do lucro bruto.

Qual é uma boa margem bruta?

Varia muito por setor: supermercado e distribuidora trabalham com 15% a 25% e ganham no giro, moda e presente ficam entre 45% e 60%, restaurantes em torno de 60% a 70% e serviços passam de 70%. O número que importa mais é o seu próprio ao longo dos meses: margem caindo é preço defasado ou desconto virando hábito.

O imposto entra no cálculo da margem bruta?

No formato do DRE, sim: o imposto sobre a venda é descontado do faturamento para chegar na receita líquida, e a margem bruta é calculada sobre ela. Por isso a calculadora tem um campo separado para o imposto. Sem ele, a margem sai inflada.

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