Calculadora de Produtividade

Calcule a produção por hora e por pessoa, o tempo médio de cada unidade, quanto da capacidade ficou parada e quanto essa capacidade parada encarece o que você produz.

Produtividade que sobe com qualidade caindo não subiu: conte só o que saiu bom. Se você retrabalha peça, tire o retrabalho da quantidade antes de digitar.

Produtividade é uma divisão, não uma sensação

Produtividade é o quanto sai de resultado por unidade de esforço. Na prática, é uma divisão: o que foi produzido dividido pelas horas que foram trabalhadas. Uma equipe de 4 pessoas que trabalhou 176 horas cada e entregou 1.800 peças produziu 2,56 peças por hora.

Essa conta serve para qualquer negócio que entrega alguma coisa contável: peças na oficina, pratos na cozinha, cortes no salão, atendimentos na clínica, entregas na rota, laudos no escritório. O nome da unidade muda, a divisão é a mesma.

O que muda tudo é usar as horas de verdade. Um mês de CLT dá 176 horas de jornada, mas ninguém produz 176 horas: tem reunião, falta, atestado, feriado, tempo de preparação e tempo de espera. Se você medir com as horas do contrato e não com as horas trabalhadas, a produtividade sai menor do que é e você vai procurar problema onde não tem.

Conte só o que saiu bom

Produtividade que sobe com qualidade caindo não subiu, mudou de lugar. Peça refeita, prato devolvido, serviço que voltou em garantia e entrega que precisou de segunda viagem gastaram hora duas vezes e contam uma vez só na saída.

A regra é tirar o retrabalho da quantidade antes de dividir. Se saíram 1.800 peças e 90 voltaram para conserto, a produção do período foi 1.710. Fazer assim é o que impede o indicador de premiar exatamente o comportamento que você não quer.

A capacidade parada custa mais do que parece

Essa é a parte que quase nenhuma planilha mostra. Se a sua equipe daria conta de 2.400 peças e produziu 1.800, a ocupação foi de 75%. As 600 peças que faltaram não são só receita que não veio: elas encarecem cada peça que você produziu.

A conta é direta. Com um custo de R$ 38.000 no período, 1.800 peças custam R$ 21,11 cada. As mesmas 2.400 peças, com o mesmo custo, sairiam a R$ 15,83. São R$ 5,28 por peça, ou 25% do custo, que existem só porque a capacidade ficou parada. O aluguel foi o mesmo, o salário foi o mesmo, a energia foi quase a mesma: o que mudou foi por quantas peças você dividiu tudo isso.

É por isso que oficina vazia em fevereiro cobra o mesmo preço e ganha menos, e é por isso que cortar preço para encher a agenda às vezes dá mais lucro que segurar preço com a agenda pela metade. A margem de contribuição mostra até onde esse desconto ainda faz sentido.

Como descobrir a sua capacidade

Muita gente trava nesse campo, e a saída é simples: olhe o seu melhor período real. Se em dezembro do ano passado, com a mesma equipe e a mesma máquina, saíram 2.300 peças, a sua capacidade é por aí. Não invente um número teórico de folheto de fabricante, porque ele não considera troca de ferramenta, limpeza, almoço nem o dia em que faltou material.

Se você nunca mediu, deixe o campo vazio nesta primeira vez. A produção por hora sozinha já serve como marco zero, e daqui a três meses você compara.

O gargalo manda na conta inteira

Em quase todo negócio pequeno, uma etapa segura todas as outras. A cozinha dá conta de 90 pratos por hora, mas o salão só entrega 60. A oficina desmonta rápido e trava na pintura. O escritório produz o laudo em dois dias e leva cinco para revisar.

Quando existe gargalo, aumentar a produtividade de qualquer outra etapa não muda a saída da empresa: só cria fila e estoque no meio do caminho. Antes de comprar máquina ou contratar, vale a pergunta de onde está a fila. Melhorar 20% numa etapa que não é a mais lenta melhora zero por cento no resultado, e essa é a compra mais cara que um negócio pequeno costuma fazer.

Produtividade não é apertar o passo

Onde a produtividade de negócio pequeno cresce de verdade quase nunca é na velocidade das pessoas. Ela cresce quando o trabalho para de ser interrompido.

Os ganhos maiores costumam vir de coisas sem glamour: preparar tudo antes de começar em vez de parar para buscar material; agrupar serviços parecidos no mesmo turno para não trocar de ferramenta o tempo todo; padronizar o que se repete para não decidir duas vezes a mesma coisa; e tirar da equipe as tarefas que qualquer sistema resolve. Nada disso pede que ninguém trabalhe mais rápido.

E vale a conta antes de comprar solução: se uma automação economiza 12 horas por mês e a hora da equipe custa R$ 30, ela vale até R$ 360 por mês. Acima disso, o remédio custa mais que a doença. O ROI e payback resolve essa comparação.

Combina com

O custo por unidade que sai daqui é o custo da produção, e ainda falta imposto, comissão e o fixo do escritório antes de virar preço: a calculadora de preço de venda monta o resto. Para quem cobra por hora, a calculadora de valor da hora usa a taxa de ocupação para chegar no preço. E a receita por funcionário faz a mesma pergunta um andar acima, olhando a empresa inteira.

Perguntas rápidas

Como calcular a produtividade da equipe?

Divida a quantidade produzida no período pelas horas realmente trabalhadas, que são as pessoas multiplicadas pelas horas de cada uma. Quatro pessoas com 176 horas cada e 1.800 peças entregues dão 2,56 peças por hora. Use horas trabalhadas, e não as horas do contrato.

O que é taxa de ocupação da capacidade?

É o quanto você produziu dividido pelo quanto conseguiria produzir com a estrutura que já tem. Produzir 1.800 de uma capacidade de 2.400 é 75% de ocupação, e os 25% parados encarecem cada unidade produzida, porque o custo fixo se divide por menos peças.

Como saber qual é a capacidade da minha produção?

Olhe o seu melhor período real com a mesma equipe e o mesmo equipamento, e não o número teórico do fabricante. O melhor mês já desconta troca de ferramenta, limpeza e imprevisto, que é o que acontece na vida real. Se nunca mediu, comece só com a produção por hora.

Retrabalho conta como produção?

Não. Peça refeita, prato devolvido e serviço que voltou em garantia consumiram hora duas vezes e entregaram uma vez só. Tire o retrabalho da quantidade antes de dividir, senão o indicador premia justamente o que você quer evitar.

Vale a pena investir para aumentar a produtividade?

Compare o que a mudança economiza com o que ela custa. Uma automação que poupa 12 horas por mês, com hora de equipe a R$ 30, vale até R$ 360 por mês. E confira antes se a etapa que você vai melhorar é o gargalo: acelerar quem não é o mais lento não muda a saída da empresa.

Produtividade alta significa mais lucro?

Só quando a capacidade que sobrou vira venda. Produzir mais por hora com o mesmo faturamento transforma trabalho em estoque, não em dinheiro. Por isso o indicador precisa andar junto com a ocupação da capacidade e com a margem.

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